Psicóloga Mestre Marínea Fediuk

CRP: 12/01526

Expert em Traumas

– Metodologia Aplicada EMDR e Brainspotting

– Mais de 40 mil horas de atendimentos clínicos


Psicóloga Mestre Marínea Fediuk

CRP: 12/01526

Expert em Traumas

– Metodologia Aplicada EMDR e Brainspotting

– Mais de 40 mil horas de atendimentos clínicos

Blog da Dra. Marinea Fediuk

Blog da Dra. Marinea Fediuk

O corpo guarda aquilo que a mente tenta esquecer

Há dores que conseguimos explicar.

Outras, não.

Algumas pessoas chegam à psicoterapia dizendo:
“Minha vida está boa, mas eu continuo ansiosa.”
“Eu sei que aquilo passou, mas meu corpo reage como se ainda estivesse acontecendo.”
“Não consigo relaxar.”
“Tenho medo sem motivo.”
“Me sinto constantemente em alerta.”
“Meu corpo parece nunca descansar.”

E muitas vezes isso acontece porque o sofrimento emocional não permanece apenas na memória consciente.
Ele também fica registrado no corpo e no sistema nervoso.

Durante muito tempo, acreditou-se que experiências difíceis eram armazenadas apenas como lembranças cognitivas, acessíveis através da razão e da fala.
Hoje, porém, sabemos através da neurociência que experiências emocionalmente intensas podem deixar marcas profundas no funcionamento cerebral, fisiológico e emocional do indivíduo.

O corpo humano possui uma inteligência de sobrevivência extremamente sofisticada.
Quando vivemos situações percebidas como ameaçadoras — sejam elas grandes traumas ou dores emocionais repetidas ao longo da vida — nosso sistema nervoso reage tentando nos proteger.

O problema é que, em muitos casos, ele continua reagindo mesmo quando o perigo já passou.

E é justamente aí que muitas pessoas começam a viver:

  • ansiedade constante;
  • hipervigilância;
  • insônia;
  • tensão muscular;
  • medo excessivo;
  • dificuldade de confiar;
  • sensação de exaustão;
  • bloqueios emocionais;
  • crises de pânico;
  • autossabotagem;
  • compulsões;
  • dificuldades nos relacionamentos;
  • ou até sintomas físicos sem causa médica aparente.

Porque o corpo continua tentando proteger uma pessoa que emocionalmente ainda não se sente segura.

Nem todo trauma parece um trauma

Quando falamos em trauma, muitas pessoas imaginam apenas acontecimentos extremamente graves.

Mas, na prática clínica, percebo frequentemente que experiências aparentemente “comuns” também podem gerar marcas emocionais profundas.

Por exemplo:

  • crescer em um ambiente onde a pessoa nunca se sentiu suficientemente boa;
  • viver sob críticas constantes;
  • precisar amadurecer cedo demais;
  • sentir medo frequente;
  • experimentar rejeição emocional;
  • conviver com instabilidade;
  • precisar esconder sentimentos para sobreviver emocionalmente;
  • viver relações abusivas;
  • ser excessivamente responsabilizado na infância;
  • sentir-se invisível emocionalmente.

O cérebro não registra apenas fatos.
Ele registra sensações.
Percepções.
Estados emocionais.
Experiências corporais.

Por isso, muitas pessoas adultas continuam reagindo emocionalmente como se ainda estivessem vivendo antigas ameaças emocionais.

Mesmo racionalmente sabendo que hoje estão seguras.

O corpo não esquece aquilo que precisou suportar

Quando uma experiência emocional intensa não consegue ser devidamente processada pelo cérebro, ela pode permanecer “presa” no sistema nervoso.

Isso significa que determinadas situações atuais podem ativar respostas emocionais antigas.

Às vezes:

  • um tom de voz;
  • uma crítica;
  • um afastamento;
  • uma sensação de rejeição;
  • uma mudança inesperada;
  • uma discussão;
  • ou até o silêncio de alguém
    podem ativar reações emocionais muito maiores do que a situação atual justificaria.

E isso acontece porque o corpo está reagindo não apenas ao presente.
Mas também às memórias emocionais associadas ao passado.

Muitas pessoas passam anos acreditando que são:
“fracas”
“dramáticas”
“sensíveis demais”
“ansiosas demais”
“difíceis”
“exageradas”

Quando, na verdade, estão vivendo com um sistema nervoso sobrecarregado por experiências emocionais não processadas.

A mente tenta esquecer.

O corpo tenta proteger.

Frequentemente, a mente desenvolve mecanismos de adaptação para seguir funcionando.

A pessoa continua trabalhando.
Produzindo.
Cuidando dos outros.
Sendo responsável.
Cumprindo tarefas.

Mas o corpo começa a demonstrar sinais de sofrimento:

  • fadiga;
  • tensão constante;
  • alterações do sono;
  • ansiedade;
  • irritabilidade;
  • dores;
  • sensação de desconexão;
  • crises emocionais;
  • dificuldade de presença;
  • sensação de vazio;
  • hipersensibilidade emocional.

Isso acontece porque o organismo permanece em estado de alerta.

Como se estivesse constantemente preparado para enfrentar uma ameaça.

Mesmo quando racionalmente não existe perigo naquele momento.

O trauma não está apenas na lembrança.

Está na resposta do corpo.

Esse é um ponto extremamente importante.

Duas pessoas podem viver a mesma situação e reagir de formas completamente diferentes.
Porque o trauma não é definido apenas pelo evento em si.
Mas pela forma como o sistema nervoso conseguiu — ou não — processar aquela experiência.

Quando isso não acontece adequadamente, o corpo pode continuar reagindo durante anos.

E muitas vezes a pessoa nem associa os sintomas atuais às experiências passadas.

Ela apenas sente:

  • medo;
  • cansaço;
  • insegurança;
  • dificuldade de relaxar;
  • necessidade de controle;
  • ansiedade constante;
  • sensação de ameaça;
  • dificuldade de confiar;
  • ou uma profunda sensação de inadequação.

Psicoterapia profunda não é apenas conversar

A fala é importante.
Mas alguns sofrimentos emocionais precisam ser acessados também através do sistema nervoso e das memórias emocionais armazenadas no corpo.

É por isso que abordagens como EMDR e Brainspotting vêm ganhando reconhecimento internacional no tratamento de traumas, ansiedade e bloqueios emocionais.

O EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) auxilia o cérebro no reprocessamento de experiências emocionalmente difíceis que ficaram “presas” no sistema nervoso.

Já o Brainspotting trabalha acessando pontos de ativação neuroemocional profunda, ajudando o organismo a processar conteúdos muitas vezes difíceis de acessar apenas pela fala racional.

Essas abordagens não apagam a história da pessoa.
Mas ajudam o cérebro e o corpo a deixarem de reagir constantemente como se o perigo ainda estivesse acontecendo.

O corpo também pode aprender segurança

Esse talvez seja um dos aspectos mais emocionantes do processo terapêutico.

O cérebro possui neuroplasticidade.
Ou seja:
ele pode construir novas formas de responder emocionalmente às experiências da vida.

Pouco a pouco, o corpo começa a perceber que:

  • nem toda crítica representa rejeição;
  • nem todo silêncio significa abandono;
  • nem toda falha representa desamor;
  • nem toda vulnerabilidade representa perigo.

E então algo começa a mudar.

A pessoa passa a viver com:

  • mais presença;
  • mais regulação emocional;
  • menos medo;
  • menos hipervigilância;
  • mais liberdade interna;
  • mais clareza;
  • mais autenticidade;
  • mais capacidade de conexão.

Curar não é apagar o passado

Muitas pessoas acreditam que superar dores emocionais significa esquecer completamente aquilo que viveram.

Mas o verdadeiro processo terapêutico não apaga a história.
Ele transforma a forma como essa história continua vivendo dentro da pessoa.

A memória permanece.
Mas o sofrimento deixa de controlar a vida emocional.

E isso muda profundamente a forma como a pessoa:

  • se relaciona;
  • trabalha;
  • ama;
  • descansa;
  • sente;
  • escolhe;
  • e vive.

Você não precisa continuar sobrevivendo sozinho

Há pessoas extremamente fortes que passaram anos funcionando emocionalmente no limite.

Pessoas que aprenderam a suportar.
A silenciar.
A seguir em frente.
A cuidar de todos.

Mas em algum momento o corpo começa a pedir ajuda.

E buscar psicoterapia não é sinal de fraqueza.
Muitas vezes é justamente o início de uma relação mais saudável consigo mesmo.

O corpo guarda aquilo que a mente tenta esquecer.
Mas ele também pode aprender, pouco a pouco, que já não precisa mais viver em estado de sobrevivência.


Psicóloga Ms. Marínea Fediuk
CRP 12/01526

Especialista no atendimento de traumas, ansiedade, bloqueios emocionais e sofrimento psíquico profundo, utilizando abordagens como EMDR e Brainspotting.

Veja também:

Entre em Contato

Estamos aqui para ajudar!
Se você tem dúvidas, deseja agendar uma consulta ou precisa de mais informações sobre nossos serviços, preencha o formulário abaixo. Nossa equipe está pronta para responder e apoiar você em cada etapa da sua jornada de transformação.

Siga-nos

Entre em Contato

Estamos aqui para ajudar!
Se você tem dúvidas, deseja agendar uma consulta ou precisa de mais informações sobre nossos serviços, preencha o formulário abaixo. Nossa equipe está pronta para responder e apoiar você em cada etapa da sua jornada de transformação.

Siga-nos

​© 2025 por Marínea Fediuk
Todos os Direitos Reservados a Marínea Fediuk

​© 2025 por Marínea Fediuk - Todos os Direitos Reservados a Marínea Fediuk